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Bye Bye, Brasil: Quer aprender um novo idioma? O intercâmbio é o caminho mais efetivo para chegar lá

O que leva alguém a fazer um intercâmbio? As respostas são muitas (como você irá descobrir ao longo das reportagens em ei! Educação Internacional), mas uma delas se destaca: aprender uma nova língua. Os cursos de idiomas são os produtos mais procurados por quem deseja uma experiência fora do país, segundo aponta a mais recente pesquisa de mercado Selo Belta 2019. A tendência se repete ano após ano em todas as regiões do Brasil.

A arquiteta e urbanista Pâmela Oliveira faz parte desse grupo. Aos 25 anos, a jovem passou uma temporada em Toronto, no Canadá, de janeiro a junho de 2019, para desenvolver os seus conhecimentos no inglês. “Apesar de ter passado mais de 10 anos sem estudar o idioma, sempre amei assistir a séries e filmes em inglês, encarava como hobby ter algum contato com a língua no meu tempo livre”, ela conta sobre sua relação com o idioma que foi estudar, o mais popular entre as pessoas que realizam um intercâmbio.

O processo de evolução na língua foi sentido na pele por Pâmela, que avaliava seu nível de inglês como “básico”. “O primeiro mês foi um desafio diário”, ela, que tinha o intercâmbio como um sonho, confessa. As dificuldades em se comunicar na casa que a acolheu e em sala de aula impactavam nas relações do dia a dia. “Mas depois do primeiro mês, quando percebi que estava me comunicando, interagindo com a família, fazendo novos amigos, indo ao cinema, bares… eu comecei a pensar em inglês e falava sem problemas – claro, os erros gramaticais apareciam, mas tudo ia melhorando com o treino diário, pois morar em um país onde as pessoas só falam em inglês te faz pensar no idioma o tempo inteiro”.

Imersão completa 

Essa é uma das principais características que transformam o intercâmbio em uma ferramenta sem paralelos para aprender um novo idioma, apontam os especialistas. “Quando a pessoa viaja, ela tem a possibilidade de viver o dia a dia no ambiente onde o idioma é falado, o que faz com que as habilidades da aprendizagem da língua (leitura, fala, escrita e compreensão auditiva) se desenvolvam de uma forma mais rápida e forte, resultando na fluência”, explica Derci Jardim, diretora da agência Selo Belta Cultura Global Intercâmbio.

A cientista contábil Marineusa Olkuszewski concorda em gênero, número e grau – e tudo isso em inglês. Aos 57 anos, ela desembarcou em Orlando, na Flórida, para estudar por quatro semanas. O intercâmbio mudou a sua relação com o idioma. “Estudei em várias escolas, mas, pela falta de interesse, nunca concluí um curso”, ela conta. “Mas aceitei o desafio de estudar inglês fora por saber que, se estivesse em um país que não fala minha língua, iria aprender mais e melhor, pois teria que me virar de qualquer maneira”.

“O intercâmbio possibilita a pessoa a fazer uma imersão em uma cultura diferente, utilizando o novo idioma em todos os momentos do dia”, pontua Kristina Kantikas, diretora de marketing da agência Selo Belta YES Intercâmbio. A especialista ressalta: “O estudante descobre jeitos específicos de falar algo, com sotaques e trejeitos locais, utilizando o idioma de uma forma diferente da ensinada em sala de aula. O aprendizado de uma nova língua é um conjunto de experiências, que vai além da leitura e das lições nas escolas”.

Estudantes, agentes e pesquisadores concordam que o intercâmbio é a forma mais efetiva de estudar um novo idioma. Mas a vivência no exterior não se resume ao aprendizado de uma língua: “Conhecer novas culturas e pessoas são grandes atrativos para o desenvolvimento acadêmico, profissional e pessoal do estudante”, diz Kristina. O crescimento pessoal é um dos principais atrativos de uma temporada longe de casa, como Pâmela faz questão de frisar: “Morar sozinha, ter responsabilidades, como o controle dos gastos mensais, ir sozinha a lugares que você desconhece, viajar, conhecer novas pessoas e um novo idioma, isso muda nossa cabeça completamente”.

4 toques para aprender mais durante o intercâmbio nas palavras de quem viveu a experiência! 

MARINEUSA 

– Avalie bem o tempo do curso 

“As quatro semanas que estudei ajudaram bastante a melhorar meu nível de inglês, mas não foram suficientes para eu falar a língua com fluência”

– Saia da zona de conforto

“Evite contato com brasileiros e procure fazer amigos nativos do país para falar (muito) na língua local e conhecer um vocabulário que não se aprende na escola”

PÂMELA 

– Respire (e sonhe com) o idioma 

“No ambiente de intercâmbio, eu sabia que estava aprendendo até dormindo. Minha maior alegria foi quando comecei a sonhar em inglês (risos)!”

– Esqueça o português em casa 

“Eu me obriguei a esquecer que existiam filmes, legendas e livros em português, e passei a consumir tudo, de livros a filmes, no idioma local”

Grandes destinos, pequenas cidades 

Fazer o intercâmbio para um destino fora do eixo de grandes cidades pode ser uma boa. Cidades menos populares acabam atraindo menos brasileiros, e, assim, o processo de imersão local é ainda mais intenso. No geral, regiões pequenas também têm o custo de vida menor. Contudo, nem tudo são flores: “O intercâmbio também é um processo de expansão cultural, e museus, lugares típicos e pontos turísticos devem ser levados em conta”, ressalta Derci Jardim, da Cultura Global Intercâmbio, que também aponta que o acesso a cidadezinhas e sua rede de transporte costuma ser mais limitado. O que é melhor? Converse com um agente Selo Belta para chegarem à melhor decisão para você!

Fonte: Belta

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